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Prefeitura da Cidade do Recife

#TBT101 – Mapas que contam histórias 

Juliana Ferreira e Priscila Xavier no Estúdio da Frei Caneca FM. (Foto: Print da entrevista) 

Por Mayra Karê Santiago

Toda quinta-feira é dia de #TBT101 na Frei Caneca FM, onde levamos você a relembrar momentos especiais do passado da rádio com convidados e entrevistas maravilhosas. Hoje, te convidamos a voltar em janeiro de 2023 no Calor na Rua, apresentado por Priscila Xavier. 

O programa recebeu Juliana Ferreira, uma das pesquisadoras do projeto Atlas do Pernambuco Indígena. Juliana é designer e Doutoranda em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Sua atuação reúne antropologia, arte, design, cultura e comunidades tradicionais, incluindo trabalhos com povos indígenas e quilombolas.

Juliana abordou a importância do projeto Atlas, que reúne um compilado de pesquisas, mapas, textos e informações históricas e contemporâneas sobre os povos indígenas de Pernambuco, incluindo territórios, aldeamentos, práticas culturais e reivindicações territoriais.

Durante a entrevista Juliana ressaltou que, “o Atlas reúne pesquisas que vão muito além da nossa possibilidade prática de ter anteriormente acessado, considerando que era muito restrito, o projeto cria possibilidade de ampliar o público para acessar e conhecer mais sobre os territórios, cultura e suas demandas por justiça e reparação históricas dos povos originários.

Segundo Estevam Ferreira, coordenador de pesquisa do projeto Atlas, “assim como as gravuras, pinturas rupestres, pinturas corporais e os cânticos do toré, os mapas também contam histórias”.  

Confira um trecho da entrevista: 

Priscila Xavier: Como tu avalia a importância de um projeto como esse? Lançado agora, inclusive, com apoio público.  

Juliana Ferreira: A importância é ocupar, literalmente, os espaços cartográficos. Eles também falam, né? Eles pontuam e situam localidades e realidades já existentes e resistentes.  

Priscila Xavier: Eu nunca vi estar mapeado em Pernambuco, especificamente trazendo esse recorte, as comunidades indígenas… e quando não está no mapa é como se não existisse. 

Juliana Ferreira: O mapa é uma visualidade de todo aquele, de realidades informadas. E aí, inicialmente, a gente vê o material gráfico de pinturas incríveis, aquarelas antigas, mas também de exploradores, de visitantes naturalistas, que traziam esse material, muito contando desse olhar do colonizador.

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Curtiu esse trecho? Confira a entrevista na íntegra através do YouTube da Frei Caneca FM. Toda quinta-feira publicamos a coluna #TBT101, onde o ouvinte relembra entrevistas importantes que a 101.5 trouxe na grade de programação.