Print da entrevista no YouTube.
Por Ana Karolina Silva
Toda quinta-feira é dia de #TBT101 na Frei Caneca FM, momento em que revisitamos conversas que marcaram a nossa programação. Hoje, relembramos uma edição especial do Calor da Rua, apresentado por Gabi de Sá, que conversou sobre os 30 anos da Escola Municipal de Frevo do Recife.
O programa recebeu Minininho, professor e passista da Escola, que falou sobre a representação do frevo na união de pessoas e importância da manifestação como patrimônio cultural.
Ao longo da conversa, Minininho abordou a emoção que sente ao ouvir uma orquestra e como isso aflora o sentimento de expressão e coletividade da manifestação fora do período carnavalesco.
O bate-papo também falou sobre a importância da escola, que é mantida há duas décadas com apoio público, oferecendo serviços gratuitos para a comunidade. O convidado destacou que a instituição aborda não só o saber cultural, mas serviços de caráter social, fortalecendo os laços de identidade e sentimento de pertencimento com a manifestação.
Outro ponto dialogado foi sobre a comunidade e sua importância no estímulo do sentimento de parceria, ao entender que a vivência diária é capaz de construir um contato direto com as referências e o valor do frevo no meio coletivo. Além disso, Minininho destacou como a potência da dança, do passo e do ritmo são capazes de manter o frevo e a escola vivos.
Confira um trecho do bate-papo:
Gabi de Sá: Eu queria que você contasse para a gente um pouquinho sobre a importância de existir essa escola, que é dedicada ao frevo aqui na cidade do Recife.
Minininho: Então, primeiro destacar que essa escola é a única, pelo menos que eu conheça, e que eu tenha ouvido falar nessas duas décadas de vida e de frevo. […] Então, a partir dessa existência, desse espaço de manutenção da nossa identidade, de falar a história do nosso povo, da nossa cultura, é uma oportunidade de fortalecimento de quem eu sou, de quem somos.
Gabi de Sá: Que importância tem essa rede para a continuidade do trabalho? Porque são 30 anos de história. Então, como funciona para manter essa continuidade, a parceria, a comunidade e o espaço ali?
Minininho: Então, a partir desses dias de vivência com aulas, a gente traz muitos conteúdos que estimulam, instigam, fomentam a importância de estarmos em comunidade, né? A gente inclusive faz algumas parcerias com agremiações carnavalescas, conhecendo a importância da existência dessas instituições, a história da dança e do frevo, através dessas agremiações. [..] Nós dando referências de como a gente pode repensar a nossa forma de se manter em coletivo.
Gabi de Sá: Porque o frevo tem isso, né? O calor, a união dos corpos que se mexem, mas não caem. É uma dança muito bonita, é uma arte muito bonita.
***
Curtiu esse trecho? Confira a entrevista na íntegra através do nosso canal no YouTube. Toda quinta-feira, o #TBT101 relembra entrevistas importantes que passaram pela programação da 101.5 e que continuam contribuindo para o debate sobre temas que fazem parte da nossa sociedade.





