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Prefeitura da Cidade do Recife

#TBT101 – 25 anos da Cia. Etc.

Print da entrevista transmitida pelo YouTube.

Por Lawra Lyandra

Toda quinta-feira é dia de #TBT101 na Frei Caneca FM, momento em que revisitamos conversas que marcaram a nossa programação. Hoje, relembramos um momento especial que foi a comemoração dos 25 anos da Cia. Etc. O BR-101.5, apresentado por Gabriele Alves, recebeu Marcelo Sena, um dos diretores artísticos da companhia, e Filipe Marcena, também diretor artístico para contar a história e trajetória da Cia. Etc.

Marcelo destacou como foi o início da Cia, lembrou como era transitar por meio das videodanças, no começo do YouTube. Marcelo também contou com bastante humor, a dificuldade na época, em conseguir postar vídeos com 3 minutos de duração. Felipe, com sua formação em cinema e audiovisual, conta como foi vivenciando na prática a palavra videodança, através da Cia. Etc. Filipe também destacou como o “etc” faz jus ao significado da palavra, pois a Companhia se expandia para outras linguagens e formatos. A conversa também destacou a importância do acesso à cultura.

Confira um trecho da entrevista:

Gabriele Alves: Falando sobre os tempos das lebres, eu vou segurar um pouquinho pra gente chegar lá, porque tem que falar sobre Tandã, gente. Mesmo que seja uma etapa desses 25 anos, da comemoração dos 25 anos, que seja fechada, já pensando nas crianças  e adolescentes que vão poder acompanhar, Tandã é um espetáculo sensacional. Conte aí um pouquinho para quem está na escuta como isso surge, essa acessibilidade dentro da cena.

Marcelo Sena: Vamos lá. Tandã é um espetáculo assim, extremamente especial… foi de uma investigação absurda, assim, durante muitos anos eu queria fazer um espetáculo para criança. A gente trabalha nesse lugar da dança contemporânea, performance, né? E eu queria fazer um espetáculo para criança que não aparecesse que a criança não tivesse uma sensação cognitiva, sabe? Percepção cognitiva mais aguçada do próprio corpo. E eu fiquei, “não quero fazer um espetáculo bobo para criança, eu quero fazer um espetáculo que ela, de fato ela seja solicitada a estar aqui presente comigo enquanto fisicalidade, enquanto corpo, enquanto sensação, né?” 

Isso foi sendo construído ao longo dos anos e aí em algum momento, a gente conseguiu um elenco que tinha várias pessoas que tinham investigações específicas sobre também o universo da criança e sobre a sensorialidade, né? Como pensar a visão, a audição, o olfato, o tato. E a gente começou a construir uma pesquisa, ali que pensava na criança. Então, a gente também foi entendendo a diferença de idade, quais são as questões, as infâncias, a motricidade. Então, pensar os corpos dessas crianças como algo que vai também sendo construído culturalmente e artisticamente. Como é que essas crianças têm contato com isso tudo? E aí chegou um momento que a gente falou assim: “Não, acho que o espetáculo é isso aqui”. E Tandã é um espetáculo que ele foi pensado para crianças cegas. A gente começou a entender que para aquele espetáculo que a gente estava criando, seria interessante pensar o corpo que não fosse visto…

Gabriele Alves: Contem aí de “Involuntário”, nesse tempinho que a gente ainda tem.

Marcelo Sena: “Involuntário” tem um pouco disso também. A gente tá na rua, é uma bolha vermelha que se desloca lentamente pelas ruas. E aí, é essa interação com o público, com o espaço, com a rua, com o lugar. E é um rastro, né, essa ideia de involuntário é esse rastro vermelho que passa pela rua. E logo depois também é gerado um vídeo de um minuto que ele foi criado assim, a gente continua fazendo isso. Então todas as apresentações de involuntário, existe um vídeo de um minuto.

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Curtiu esse trecho? Confira a entrevista na íntegra através do nosso canal no YouTube. Toda quinta-feira, o #TBT101 relembra entrevistas importantes que passaram pela programação da 101.5 e que continuam contribuindo para o debate sobre temas que fazem parte da nossa sociedade.