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#TBT101 – Conscientização sobre a doença de Alzheimer

Albemar Araújo entrevista Antônio Rodrigues Jr no estúdio da Frei Caneca FM. (Foto: Print do YouTube)

Quinta-feira é dia de relembrar pautas que já passaram pela Frei Caneca FM, na coluna #TBT101. Hoje te convidamos a rever o programa Ponto 60 – População Idosa em Destaque, exibido no dia 21 de setembro de 2025, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, onde o apresentador Albemar Araújo conversou com Antônio Rodrigues Jr., Terapeuta ocupacional e então vice-presidente da Associação Brasileira de Alzheimer – Regional Pernambuco (ABRAz-PE).

Setembro é o mês mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer e o programa abordou esse tema. Antônio explica que o Alzheimer é uma doença neurológica progressiva e, até hoje, sem cura, que afeta diretamente a memória, o planejamento e a orientação no tempo e no espaço. É o tipo mais comum de demência, o que faz da doença uma das principais preocupações relacionadas ao envelhecimento da população.

Um dos pontos centrais da entrevista é a ideia de que, embora não exista cura, existe prevenção. Estudos citados na conversa apontam que é possível reduzir em até 60% o risco de desenvolver a doença por meio de mudanças no estilo de vida. Entre os fatores de risco discutidos estão o controle da pressão arterial, da glicose e do colesterol, além dos cuidados com a audição e a visão.

A socialização também aparece como elemento importante para manter vínculos sociais ativos, apontado como um dos fatores protetores mais importantes ao longo da vida. Nessa mesma linha, o exercício físico é tratado como verdadeiro “ouro” para um envelhecimento saudável, ao lado do controle de fatores como pressão e glicose, que, quando negligenciados, podem se tornar gatilhos para o desenvolvimento do quadro.

Segundo Antônio, o declínio da funcionalidade no dia a dia é um dos principais sinais de alerta. O diagnóstico correto, reforça ele, deve ser feito por profissionais especializados: neurologistas, geriatras ou psiquiatras. Outro ponto é manter o cérebro ativo por meio da leitura, do aprendizado contínuo e da curiosidade ajuda a construir um “fator protetor” que pode postergar o aparecimento dos sintomas ou até disfarçar por mais tempo. 

Antônio destaca que o Alzheimer não afeta apenas quem recebe o diagnóstico, mas impacta todo o sistema familiar. É nesse contexto que a ABRAz cumpre um papel vital, oferecendo grupos informativos e de apoio socioemocional voltados a cuidadores.

A entrevista também aborda estratégias de cuidado que vão além das medicações, como a reabilitação cognitiva. Antônio ressalta a importância de saber lidar com mudanças comportamentais por meio de estratégias práticas, como mudar o foco da pessoa ou recorrer à “omissão benéfica”, antes de recorrer exclusivamente a medicações.

Confira um trecho do bate-papo:

Albemar Araújo: Como é realizada a prevenção do Alzheimer?

Antônio Rodrigues Jr.: Hoje, com alguns estudos brasileiros, a gente já fala que é possível reduzir em até 60% os fatores de risco modificáveis. O principal fator de risco hoje é a escolaridade, desde a infância a gente precisa incentivar isso. Quando falamos em fatores de risco, temos que pensar em ciclo de vida: do nascimento até o último dia. Precisamos prevenir com alimentação, atividade física, controle da pressão arterial, colesterol, glicose. Muita gente é diabética, hipertensa, toma a medicação e depois para. Se eu não controlo minha pressão nem minha glicose, posso ter um processo que leve à doença de Alzheimer.

Temos também a questão da audição e da visão, muita gente acha que a perda é natural do envelhecimento, e a gente precisa diferenciar isso. No total, são 14 pontos essenciais, e um muito importante, que vários estudos vêm trazendo, é a socialização. Na pandemia a gente viu isso: quando os idosos ficaram em casa, ficaram mais desorientados, e a família passou a perceber mais as falhas do dia a dia. A socialização é um fator primordial para a saúde. Muita gente acha que saúde é só tomar medicação, e a gente precisa desconstruir isso, a medicação é parte do tratamento. Hoje existe uma gama de tratamentos que precisamos valorizar e somar.

Albemar Araújo: E aqui tinha uma pergunta que acho que você já respondeu: o envelhecimento saudável e a alimentação equilibrada podem influenciar na prevenção do Alzheimer?

Antônio Rodrigues Jr.: É esse caminho que você traçou. Pode e deve, sim, é estilo de vida, a gente precisa fazer isso o tempo todo. No dia a dia, a gente trabalha, chega em casa cansado, não faz atividade física, não almoça direito, não janta, vai comendo qualquer coisa. Com isso, o estilo de vida fica inadequado, propício a desenvolver hipertensão, diabetes, obesidade, que também é fator de risco para a demência do tipo Alzheimer. E tudo isso, tanto a alimentação quanto o exercício, não serve só para isso, mas para tudo que o corpo precisa.

Hoje o exercício físico é padrão ouro para a saúde. Guarda isso: exercício físico é igual a padrão ouro para um envelhecimento ativo e saudável.

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Curtiu esse trecho? Confira a entrevista na íntegra através do YouTube da Frei Caneca FM. Toda quinta-feira publicamos a coluna #TBT101, onde o ouvinte relembra entrevistas importantes que a 101.5 trouxe na grade de programação.